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     O UCHIWA é o típico leque japonês não dobrável. Tem estrutura fixa e é feito, geralmente, de papel com padronagens simples. Seu principal uso é para se refrescar do calor. É muito usado nos festivais japoneses no verão (Matsuri). É complemento do yukata, o kimono de algodão, mais leve, próprio para enfrentar essa estação. É usado na cozinha para resfriar pratos, principalmente o arroz de sushi e serve também para espantar os insetos, tão comuns no verão.

     Nos Torneios esportivos os uchiwas estampam palavras de incentivo aos jogadores (Gambarê) e nas apresentações artísticas, desenhos e frases sugestivas demonstram o carinho das fãs pelo artista (naguetyu shite). Os uchiwas tornaram-se brindes populares usados por empresas para presentear clientes.

     Existe, porém, o UCHIWA que necessita de muita habilidade do artesão. Com um único pedaço de bambu, ele faz o cabo e as varetas, tiras finas que são arrumadas para que a estrutura esteja simétrica e forme uma curvatura bem feita. Depois vem a colagem utilizando papel washi (papel japonês) ou outro elemento nobre. Ao todo, são 47 passos na produção de apenas um uchiwa, uma verdadeira obra de arte feita à mão.

Os alunos da escola de língua japonesa do Nipo Campinas criaram dobraduras de leques Uchiwa sempre presente nos festivais do Japão ora como adorno, mas como também para se abanar no calor intenso japonês

Leques

Exposições Culturais

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Os alunos da escola de língua japonesa do Nipo Campinas. Suas artes serão expostas no evento 

     O SENSU (ou OUGI = oogui) é o leque dobrável. É um símbolo da cultura japonesa e faz parte da História do país. Símbolo de luxo, status e poder. No início era usado somente pela aristocracia e samurais. Era feito de madeira cipreste e seda e a quantidade de tiras demonstrava o status do dono.

     Cada leque tem um nome específico e uso próprio. É utilizado muito em decoração, em pinturas. E também no Rakugo (apresentação humorística), no Teatro Noh, em diversas apresentações artísticas, danças, cerimônias variadas, no sumô, na guerra, em funerais.

Artista: Luana Schaefer

Luana Schaefer, 20 anos, ama fazer desenhos. No Instituto Cultural Nipo Brasileiro de Campinas. Luana frequenta as aulas de japonês com Nami-sensei e Mina-sensei e também é aluna de caligrafia com Hase-sensei. Ela desenha desde 2016 e ama desenhar animes, personagens de jogos e figuras japonesas. Também gosta de fazer origamis e é uma amante da cultura japonesa.

 

Segue abaixo uma pequena galeria de suas artes!

Du Galatti é frequentador do Nipo Campinas e é também artista visual e admirador da cultura japonesa. Realiza obras realistas e desenhos com ênfase em técnicas tradicionais japonesas de nanquim, muito utilizadas em mangás.''

Ao lado, uma pequena galeria de suas artes.

Artista: Du Galatti

Partidas...

     ”...Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir...”


     Ana Vilela nos encanta e, ao mesmo tempo, nos assusta! Talvez porque
nos obriga a pensar na impermanência das coisas e das pessoas e na
efemeridade da vida.


     Esses passageiros, amigos queridos que partiram tão velozmente,
deixaram em todos nós, um misto de incredulidade e dor. Alguns ainda tiveram tempo para se preparar para a viagem, sem muita pressa, atrasando-se em algumas estações, despedindo-se em paz. Mas todos que se foram deixaram muita saudade...


     Nossa intenção era poder escrever aqui o nome de cada um deles como
uma homenagem póstuma. Mas, injustiças poderiam acontecer por um
lapso não intencional e pessoas queridas não serem citadas.


     A pandemia da Covid 19 foi cruel, não permitindo um adeus aos que se
foram nesse período. O pós-pandemia ainda nos assusta com essas
mortes súbitas. E a virulência da dengue que não dá trégua...
Cada um deles tinha uma história bonita com o Nipo.
A cada um deles, fica nossa gratidão pela convivência e aprendizado.

E outras exposições culturais...

  • Ikebana (arranjos de flores)

  • Oficina de origami

  • Shodo